Popularmente conhecida como cobreiro, a herpes-zóster é uma doença infecciosa bastante comum e que atinge uma em cada três pessoas durante a vida. Estima-se que, no Brasil, 94% da população está infectada com o vírus causador da condição, mesmo sem saber.
Caracterizado por bolhas cheias de líquido na pele, o cobreiro surge quando o vírus varicela-zoster, o mesmo responsável pela catapora, é reativado no organismo. A doença pode se manifestar em diversas partes do corpo, unilateralmente.
Cobreiro pode ser ativado por estresse

O estresse é uma das condições que podem favorecer a ativação do cobreiro no corpo, já que ele compromete o sistema imunológico. A baixa imunidade pode fazer com que o vírus armazenado nos gânglios nervosos volte a se manifestar.
A doença ainda pode aparecer com mais frequência em pessoas com diabetes, HIV, câncer ou que fazem uso de medicamentos que reduzem a imunidade.
Cobreiro: diagnóstico e sintomas

O diagnóstico de cobreiro pode ser obtido por exame clínico em consultório médico, que avalia as lesões na pele, assim como seus principais sintomas, que são:
- Dores, que pode ser bastante intensa
- Sensação de formigamento
- Coceira
- Vermelhidão da pele
- Bolhas de líquido na pele
O cobreiro não é uma doença grave ou fatal, mas suas complicações incluem risco de morte. Entre as principais, está a neuralgia pós-herpética, condição dolorosa que provoca perda de peso, depressão, pode durar vários anos e, em alguns casos, ser tão intensa a ponto de afetar movimentos do paciente. Além disso, se não for tratado corretamente, o cobreiro pode deixar sequelas, que vão desde simples cicatrizes na pele até outras mais graves, como cegueira e surdez.
Tratamento e prevenção contra cobreiro

De modo geral, a lesão na pele causada pelo cobreiro regride sozinha, mesmo sem tratamento, entre sete e dez dias, mas consultar um médico é importante para evitar complicações de saúde.
A única maneira possível de se prevenir contra o cobreiro é tomando a vacina contra o varicela-zóster na vida adulta. A aplicação, no entanto, não é feita na rede pública de saúde, é indicada somente para pessoas com mais de 50 anos e tem eficácia média de 70%, ou seja, estima-se que três em cada dez pessoas que fazem a prevenção podem desenvolver a doença mesmo assim.
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